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retorno ?

sábado, 23 agosto, 2008

Olá pessoas (ou pessoa) !!!!

Após cinco rápidos meses longe desse blog, resolvi dar o ar da graça, só não sei por quanto tempo. Nessa época em que fiquei longe muitas coisas aconteceram e desaconteceram.
Como a minha memória é fraca para esses fatos e não tenho muita paciência para relatá-los já despeço-me aqui não prometendo (apenas querendo) voltar em breve.

 

Carnival, The Cardigans

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Diário de Blindness

segunda-feira, 31 março, 2008

Para quem gosta de cinema, principalmente de saber sobre todo o processo que envolve a produção de um filme,  indico Diário de Blindness, blog do novo filme do diretor Fernando Meirelles (O Jardineiro Fiel, Cidade de Deus), baseado no romance Ensaio Sobre a Cegueira, do escritor português José Saramago. Nele, o diretor conta detalhes das filmagens em cidades como São Paulo e Toronto, da maneira que  se envolveu no projeto, sua admiração com os atores e com a equipe técnica, as intermináveis versões finais, e as sessões ao público teste (test screening), tudo sob um ponto de vista muito pessoal, o que ajuda na aproximação do diretor com o público.
Apaixonando por cimena como sou, o blog me fez até ter uma ligeira culpa pelas críticas incessantes que faço a alguns filmes sem sequer imaginar a fundo o desgaste que é desde a pré produção até a estréia e confirma o que muitos se esquecem, cinema é mais indústria do que arte.     

                   
Saving my Face, KT Tunstall
 

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Pequenas doses de inibição

segunda-feira, 24 março, 2008

Esses dias li uma matéria no jornal que investigava a verdadeira causa da timidez (uma palavra e uma característica que me incomoda bastante). Para alguns especialistas o excesso de inibição é considerado um problema, já para a maioria das pessoas é apenas uma característica, muitas vezes agradável.
Nessa reportagem havia um pequeno teste que, dependendo dos pontos adquiridos em cada resposta, diria em qual nível de timidez o leitor se encaixava.
Acho uma bobagem testes como este, geralmente respondo só por curiosidade e, no caso, respondi com o máximo de sinceridade, mas temendo que meu resultado ultrapassasse sessenta pontos porque, segundo o idealizador, era o nível máximo de acanhamento.
Para a minha decepção, tirei cinquenta pontos, então  me encaixo no segundo grupo, daqueles que algumas atitudes atrapalham o convívio social. Fiquei ainda mais decepcionado quando li a análise do meu resulltado e percebi que realmente ela detalhava muitas das minhas ações e sentimentos para com a maioria das pessoas.
Tive problemas de inibição numa fase complicada, início da adolescência, quando mudei de colégio, me lembro das intermináveis dores de estômago dias antes da apresentação de uma palestra ou antes mesmo de ir à aula, das mãos trêmulas ao responder à chamada…tudo muito intenso, talvez até exagerado. Tempos depois comecei a fazer teatro, o que me ajudou bastante, e somados alguns anos já tive coragem de liderar o grupo dos não populares (nerds) da escola.
Justamente por isso me julgava livre desta característica a um bom tempo, me considerava apenas um cara reservado, daqueles que num primeiro contato não se soltam por completo. Mas através deste teste e do meu comportamento há alguns dias percebi que tenho muito a melhorar.
Ter passado por momentos desgastantes fez com que eu não visse a timidez como algo bonito ou louvável e muito menos como um simples jeito de ser, acredito que por trás dela existem alguns sentimentos negativos dos quais dificilmente notamos e, como sempre, cabe a cada um julgar se realmente essa característica impede um melhor desempenho social, familiar ou profissional e me cabe eliminá-la por completo de mim mesmo.

Just my Imagination, Cranberries

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Cansaço

segunda-feira, 17 março, 2008

Cheguei num ponto em que pensar não é a melhor opção, tentar encontrar caminhos para chegar num futuro incerto, numa carreira incerta, numa vida incerta. Vou tentar fazer da leveza algo freqüente na minha vida, aliás antes ela fazia parte de mim, nem sei porque a perdi. Estou cansado de refletir e planejar qualquer coisa que possa a vir acontecer no meu cotidiano, sobre cada pessoa que conheço. Jogo fora todas as minhas teorias loucas, expectativas, todas as barreiras que deixo me impedir de seguir com a minha impulsividade. Quero apenas acordar e deixar o vento bater e daí sim decidir qual rumo seguir. Abro mão da trajetória perfeita, da admiração alheia…quem quiser, pode pegar. Escolho a diversão e tapo os ouvidos para todas as vozes que me perturbam dizendo qual é o melhor caminho que devo seguir. Sou livre.

Ironic, Alanis Morissette

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Momento Bridget Jones

sexta-feira, 8 fevereiro, 2008

Idade: vinte anos, três meses e treze dias
Peso: não sei
Cigarros: nenhum
Bebida: três xícaras de chá seguidas
Paixões: por enquanto livre delas
Inspiração: em baixa
Futuro: prefiro não comentar

Gold, Spandau Ballet

Música: dos anos 80, continua sendo a minha favorita

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Tanto, Skank

quarta-feira, 16 janeiro, 2008
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Adeus Contos de Fadas!

sexta-feira, 30 novembro, 2007

Há semanas tenho tentado escrever algo para postar aqui, mas não me sentia inspirado, estava travado…não sei se pelos pequenos problemas do dia a dia ou se pelo fato de ainda remoer pequenas coisas acontecidas no mês passado. Mas ontem, numa insônia bem útil, consegui por pra fora todo o ódio que sentia no meio de muito choro e intermináveis socos no travesseiro.
Não sou muito de falar sobre a minha sexualidade aqui no blog, mesmo porque nunca tive uma relação negativa com ela e as experiências até então vividas por mim não eram tão importantes, porém nesses últimos meses tenho tido uma visão menos romântica da minha homossexualidade.
O ódio que sentia era resultado de toda frustração que tive com os excessos do ambiente gay e com a marioria das pessoas que integram esse ambiente, me lembro de que quando tinha dezesseis anos eu pensava que quando pudesse frequentar a noite de São Paulo e ter um contato físico com outros gays iria ser o cara mais feliz do mundo e me sentiria completo. E talvez por ter tido esse contato tardiamente, se comparado com os garotos que conheço, tenho tropeçado a cada situação.
Não vou me referir apenas a futilidade, mesmo porque ela faz parte da vida de qualquer um e também é importante para alimentar uma conversa, o que realmente me incomoda é o excesso dela, assim como de tantos outros elementos sempre presentes, como por exemplo, a busca interminável por algo padronizado: o corpo perfeito, a vida perfeita, roupas perfeitas, namoros perfeitos(se é que podemos chamar de namoro relações que duram menos de dois meses). Claro que essa busca também ocorre entre os héteros, só que tenho a impressão de que acontece numa escala bem menor.
Projetos desenvolvidos especialmente para o público glbtt… não são respeitados, ongs sérias, que trabalham duro para desenvolver uma conscientização junto ao público, não tem reconhecimento algum e muito menos apoio para continuar seus trabalhos, em contrapartida vemos a The Week, dentre tantas outras boates, mais cheia a cada fim de semana, bares como o Bocage cada vez mais frequentados. Não que eu seja contra ter um momento de distração e diversão ao lado dos amigos, pelo contrário, mas é só isso que temos a oferecer?
Esse tipo de reclamação não é exclusividade minha, conheço e debato muito esse assunto com pessoas bem próximas a mim que, inclusive, não perdem a cabeça por uma cueca Calvin Kline e muito menos se descabelam para saber sobre a vida pessoal da Britney Spears. Conheço caras que não suportam música eletrônica, que realmente se sentem violentados em lugares que poderíamos chamar de abatedouro e, mesmo fazendo parte da minoria, adoram ser gays.
O blog é um espaço que gosto de dividir minhas idéias, sendo certas ou erradas, coerentes ou não. Sei que o “mundo” gay pode ser bem melhor do que esse vivido e feito por muitos, falo isso porque sou gay e gosto de ser o que sou, de ser quem eu sou. Também sei que ser gay está muito além do que responder se sou ativo ou passivo.
Beijos!

There is a light that never goes out, The Smiths

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It’s too late

quarta-feira, 31 outubro, 2007

Stayed in bed all morning just to pass the time
There’s something wrong here, there can be no denying
One of us is changing, or maybe we’ve stopped trying

And it’s too late, baby, now it’s too late
Though we really did try to make it
Something inside has died and I can’t hide
And I just can’t fake it

It used to be so easy living here with you
You were light and breezy and I knew just what to do
Now you look so unhappy, and I feel like a fool

And it’s too late, baby, now it’s too late
Though we really did try to make it
Something inside has died and I can’t hide
And I just can’t fake it

There’ll be good times again for me and you
But we just can’t stay together, don’t you feel it too
Still I’m glad for what we had, and how I once loved you

But it’s too late, baby, it’s too late
Though we really did try to make it
Something inside has died and I can’t hide
And I just can’t fake it

James Morrison

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O veneno do amor

quarta-feira, 17 outubro, 2007

Uns o valorizam, dizem que uma pitada não faz mal a ninguém. Outros o provocam numa tentativa frustrada de aumentar o ego, também tem os que o acham fundamental e falam que a falta dele é um sinal da inexistência de afeto na relação. Tento respeitar essas opiniões, mas a minha relação com o ciúme não é de extrema tolerância.
Segue a lenda de que escorpianos, como eu, são os mais ciumentos dos signos do zodíaco, com um acentuado sentimento de posse e dominação. Não acredito nessa descrição, pra mim o ciúme, assim como tantos outros sentimentos tormentosos, é o resultado da insegurança que temos diante das nossas próprias capacidades de conquista e a falta de amor próprio, isso acontece com qualquer um, independente da posição do sol ou da lua no dia do nascimento.
Admito que, algumas vezes, me vejo invadido pelo ciúme no começo de qualquer relação que acredito ser importante pra mim, mas até como uma forma de segurança, sempre me afasto do objeto causador dessa inquietação. Prefiro romper qualquer relação a ter de me afastar de mim mesmo, de interferir nesse equilíbrio gostoso que tenho, me sentindo pequeno e com uma estima baixa, por isso me sinto profundamente machucado e desrespeitado quando percebo a intenção de alguém em me causar ciúmes, o que tem ocorrido frequentemente.
Pra mim, a verdade, a troca de energias e a sensação de bem-estar na companhia do outro fazem parte do chamado ‘tempero do amor’, deixo toda loucura e passividade para os romancistas!

Miedo, Lenine e Julieta Venegas

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A arte de ser feliz

segunda-feira, 15 outubro, 2007

Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Cecília Meirelles

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