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Sexta-Feira, 4 Maio, 2007

Como é difícil dar adeus a algo que não nos dá tanto prazer como antes, que está desgastado, nos perturbando. Terminar relações, encerrar um ciclo e dar início a outro, com mais experiência e tudo novo, é uma mudança brusca e exige fôlego para os novos desafios.
Estou começando a concordar de que nada dura para sempre e tudo é substituível: trabalho, amigos, namoros, grandes casamentos…Principalmente quando estão indo em direção oposta a nossa e por mais que tentamos aquele encaixe perfeito, a sintonia de antes não acontece mais. Tenho vivido isso e vendo pessoas terem a coragem de pôr um ponto final em coisas que não funcionam, dando as costas pra tudo que já foi construído e indo em busca daquilo que acredita ser o melhor pra si.
Às vezes, o medo do “novo” faz com fiquemos presos a uma vida que já não nos pertence, tentando voltar no tempo ou esperando que de repente tudo se resolva, sendo que a solução depende de nós mesmos. Talvez os responsáveis de tanta tortura sejam o apego e o comodismo ou, quem sabe, a dificuldade está apenas em nossa própria cabeça tão acostumada a se deparar com os obstáculos.

Lovesong, The Cure

Um comentário

  1. Estou lendo um livro agora, que até comentei no meu blog, chama-se ZAHIR, do Paulo Coelho e fala EXATAMENTE sobre isso. Apego,desapego.Começar e terminar as coisas. Comodismo. Estou na metade do livro e até agora tanto o ODIEI como agora estou gostando, porque o texto já mudou muito depois que começei a ler. Acho interessante, e recomendo pra você, ainda mais com esse teu texto ae.
    Mudar é e sempre vai ser muito difícil. Não estamos acostumados a mudanças. No livro tem uma pergunta curiosa e que mostra justamente isso. Você sabia que as ferrovias tem uma distância entre os trilhos,que é até uma distância internacional, de 1,435 m de largura .. E tu sabe o porque ? tenta descobrir, é bem interessante! hehehe
    beijo



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