Posts de março \31\UTC 2008

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Diário de Blindness

segunda-feira, 31 março, 2008

Para quem gosta de cinema, principalmente de saber sobre todo o processo que envolve a produção de um filme,  indico Diário de Blindness, blog do novo filme do diretor Fernando Meirelles (O Jardineiro Fiel, Cidade de Deus), baseado no romance Ensaio Sobre a Cegueira, do escritor português José Saramago. Nele, o diretor conta detalhes das filmagens em cidades como São Paulo e Toronto, da maneira que  se envolveu no projeto, sua admiração com os atores e com a equipe técnica, as intermináveis versões finais, e as sessões ao público teste (test screening), tudo sob um ponto de vista muito pessoal, o que ajuda na aproximação do diretor com o público.
Apaixonando por cimena como sou, o blog me fez até ter uma ligeira culpa pelas críticas incessantes que faço a alguns filmes sem sequer imaginar a fundo o desgaste que é desde a pré produção até a estréia e confirma o que muitos se esquecem, cinema é mais indústria do que arte.     

                   
Saving my Face, KT Tunstall
 

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Pequenas doses de inibição

segunda-feira, 24 março, 2008

Esses dias li uma matéria no jornal que investigava a verdadeira causa da timidez (uma palavra e uma característica que me incomoda bastante). Para alguns especialistas o excesso de inibição é considerado um problema, já para a maioria das pessoas é apenas uma característica, muitas vezes agradável.
Nessa reportagem havia um pequeno teste que, dependendo dos pontos adquiridos em cada resposta, diria em qual nível de timidez o leitor se encaixava.
Acho uma bobagem testes como este, geralmente respondo só por curiosidade e, no caso, respondi com o máximo de sinceridade, mas temendo que meu resultado ultrapassasse sessenta pontos porque, segundo o idealizador, era o nível máximo de acanhamento.
Para a minha decepção, tirei cinquenta pontos, então  me encaixo no segundo grupo, daqueles que algumas atitudes atrapalham o convívio social. Fiquei ainda mais decepcionado quando li a análise do meu resulltado e percebi que realmente ela detalhava muitas das minhas ações e sentimentos para com a maioria das pessoas.
Tive problemas de inibição numa fase complicada, início da adolescência, quando mudei de colégio, me lembro das intermináveis dores de estômago dias antes da apresentação de uma palestra ou antes mesmo de ir à aula, das mãos trêmulas ao responder à chamada…tudo muito intenso, talvez até exagerado. Tempos depois comecei a fazer teatro, o que me ajudou bastante, e somados alguns anos já tive coragem de liderar o grupo dos não populares (nerds) da escola.
Justamente por isso me julgava livre desta característica a um bom tempo, me considerava apenas um cara reservado, daqueles que num primeiro contato não se soltam por completo. Mas através deste teste e do meu comportamento há alguns dias percebi que tenho muito a melhorar.
Ter passado por momentos desgastantes fez com que eu não visse a timidez como algo bonito ou louvável e muito menos como um simples jeito de ser, acredito que por trás dela existem alguns sentimentos negativos dos quais dificilmente notamos e, como sempre, cabe a cada um julgar se realmente essa característica impede um melhor desempenho social, familiar ou profissional e me cabe eliminá-la por completo de mim mesmo.

Just my Imagination, Cranberries

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Cansaço

segunda-feira, 17 março, 2008

Cheguei num ponto em que pensar não é a melhor opção, tentar encontrar caminhos para chegar num futuro incerto, numa carreira incerta, numa vida incerta. Vou tentar fazer da leveza algo freqüente na minha vida, aliás antes ela fazia parte de mim, nem sei porque a perdi. Estou cansado de refletir e planejar qualquer coisa que possa a vir acontecer no meu cotidiano, sobre cada pessoa que conheço. Jogo fora todas as minhas teorias loucas, expectativas, todas as barreiras que deixo me impedir de seguir com a minha impulsividade. Quero apenas acordar e deixar o vento bater e daí sim decidir qual rumo seguir. Abro mão da trajetória perfeita, da admiração alheia…quem quiser, pode pegar. Escolho a diversão e tapo os ouvidos para todas as vozes que me perturbam dizendo qual é o melhor caminho que devo seguir. Sou livre.

Ironic, Alanis Morissette

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