Posts com Tag ‘experiências’

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Adeus Contos de Fadas!

sexta-feira, 30 novembro, 2007

Há semanas tenho tentado escrever algo para postar aqui, mas não me sentia inspirado, estava travado…não sei se pelos pequenos problemas do dia a dia ou se pelo fato de ainda remoer pequenas coisas acontecidas no mês passado. Mas ontem, numa insônia bem útil, consegui por pra fora todo o ódio que sentia no meio de muito choro e intermináveis socos no travesseiro.
Não sou muito de falar sobre a minha sexualidade aqui no blog, mesmo porque nunca tive uma relação negativa com ela e as experiências até então vividas por mim não eram tão importantes, porém nesses últimos meses tenho tido uma visão menos romântica da minha homossexualidade.
O ódio que sentia era resultado de toda frustração que tive com os excessos do ambiente gay e com a marioria das pessoas que integram esse ambiente, me lembro de que quando tinha dezesseis anos eu pensava que quando pudesse frequentar a noite de São Paulo e ter um contato físico com outros gays iria ser o cara mais feliz do mundo e me sentiria completo. E talvez por ter tido esse contato tardiamente, se comparado com os garotos que conheço, tenho tropeçado a cada situação.
Não vou me referir apenas a futilidade, mesmo porque ela faz parte da vida de qualquer um e também é importante para alimentar uma conversa, o que realmente me incomoda é o excesso dela, assim como de tantos outros elementos sempre presentes, como por exemplo, a busca interminável por algo padronizado: o corpo perfeito, a vida perfeita, roupas perfeitas, namoros perfeitos(se é que podemos chamar de namoro relações que duram menos de dois meses). Claro que essa busca também ocorre entre os héteros, só que tenho a impressão de que acontece numa escala bem menor.
Projetos desenvolvidos especialmente para o público glbtt… não são respeitados, ongs sérias, que trabalham duro para desenvolver uma conscientização junto ao público, não tem reconhecimento algum e muito menos apoio para continuar seus trabalhos, em contrapartida vemos a The Week, dentre tantas outras boates, mais cheia a cada fim de semana, bares como o Bocage cada vez mais frequentados. Não que eu seja contra ter um momento de distração e diversão ao lado dos amigos, pelo contrário, mas é só isso que temos a oferecer?
Esse tipo de reclamação não é exclusividade minha, conheço e debato muito esse assunto com pessoas bem próximas a mim que, inclusive, não perdem a cabeça por uma cueca Calvin Kline e muito menos se descabelam para saber sobre a vida pessoal da Britney Spears. Conheço caras que não suportam música eletrônica, que realmente se sentem violentados em lugares que poderíamos chamar de abatedouro e, mesmo fazendo parte da minoria, adoram ser gays.
O blog é um espaço que gosto de dividir minhas idéias, sendo certas ou erradas, coerentes ou não. Sei que o “mundo” gay pode ser bem melhor do que esse vivido e feito por muitos, falo isso porque sou gay e gosto de ser o que sou, de ser quem eu sou. Também sei que ser gay está muito além do que responder se sou ativo ou passivo.
Beijos!

There is a light that never goes out, The Smiths

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Busca Vida

sexta-feira, 5 outubro, 2007
Tem acontecido coisas nesses últimos dias que tem me deixado um pouco pra baixo, na verdade bem mal mesmo…péssimo. Sei que vou superar, afinal, dizem que tudo é passageiro, não é ? Também sei que as lágrimas que hoje caem do meu rosto, um dia, serão a causa da minha alegria ao recordar das primeiras experiências que tive.
Vou sair pra ver o céu
Vou me perder entre as estrelas
Ver daonde nasce o sol
Como se guiam os cometas pelo espaço
E os meus passos
Nunca mais serão iguais
Se for mais veloz que a luz
Então escapo da tristeza
Deixo toda dor pra trás
Perdida num planeta abandonado
No espaço
E volto sem olhar pra trás
No escuro do céu
Mais longe que o sol
Perdido num planeta abandonado
No espaço
Ele ganhou dinheiro
Ele assinou contratos
E comprou um terno
Trocou o carro
E desaprendeu a caminhar no céu
E foi o princípio do fim
Se for mais veloz que a luz
Então escapo da tristeza
Deixo toda a dor pra trás
Perdida num planeta abandonado
No espaço
E volto sem olhar pra trás.

 

Não encontrei o clipe original da música, então fiquem com essa versão.

Busca Vida, Os Paralamas do Sucesso

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terça-feira, 28 agosto, 2007

Como hoje não consigo escrever nada, me falta inspiração e as palavras fogem da minha mente, pensei em colocar a letra dessa música que pode dizer melhor sobre o que penso desse momento gostoso que tenho vivido.

Unwritten

I am unwritten, can’t read my mind, I’m undefined
I’m just beginning, the pen’s in my hand, ending unplanned

Staring at the blank page before you
Open up the dirty window
Let the sun illuminate the words that you could not find

Reaching for something in the distance
So close you can almost taste it
Release your innovations
Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins
The rest is still unwritten

I break tradition, sometimes my tries, are outside the lines
We’ve been conditioned to not make mistakes, but I can’t live that way

Staring at the blank page before you
Open up the dirty window
Let the sun illuminate the words that you could not find

Reaching for something in the distance
So close you can almost taste it
Release your inner visions
Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins

Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins
The rest is still unwritten

Staring at the blank page before you
Open up the dirty window
Let the sun illuminate the words that you could not find

Reaching for something in the distance
So close you can almost taste it
Release your inner visions
Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins

Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins
The rest is still unwritten
The rest is still unwritten
The rest is still unwritten

Natasha Bedingfield

tradução no título da música

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Novas experiências

domingo, 17 junho, 2007

Confesso que sempre tive um pouco de fascínio pelo mundo dos boêmios, de caras intelectuais que vagam pela noite a procura de bares, amores e prosa. Seus estilos são bem perceptíveis: um cigarrinho entre os dedos, um copo de bebida na mão, meio largados a filosofar.
Dentre todas essas características uma que não saía da minha cabeça, nos últimos meses, era a do cigarro, queria saber o quão prazeroso é esse hábito (ou vício) de fumar. Pois bem, num desses dias turbulentos, de cabeça cheia e pesada, saí num só ímpeto a procura do primeiro bar onde pudesse comprar o alvo da minha curiosidade, meio sem jeito, admito que até com um pouco de vergonha, pedi ao cara que me atendeu um maço de tal marca. Voltei correndo pra casa, como uma criança no meio de uma traquinagem, peguei um cinzeiro antigo que era da minha bisavó, sentei nas escadas e fumei meu primeiro cigarro e logo veio o segundo, mas num ato meio cinematográfico prometi que seria o último, escondi o maço para evitar explicações. No dia seguinte no meio de um turbilhão de coisas os saquei do meu “escoderijo secreto” e voltei a fumar, dessa vez foram três, um seguido do outro, tentei analisar qual era o efeito sobre o meu corpo e, felizmente (ou infelizmente), não teve nenhum efeito extraordinário como eu esperava, daí sim me despedi dos cigarros que restavam, peguei o maço e joguei na lixeira. Depois fui para cozinha e me esbaldei numa xícara lotada de brigadeiro, o chocolate continua sendo o único que consegue me dominar.

Makes me Wonder, Maroon 5

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